segunda-feira, 12 de julho de 2010

cá estou a decidir, a esperar, a fazer. Novamente a mesma angustiante dúvida do que eu quero ser para o resto de toda a minha vida. O que desejo eu desse futuro imenso que me é prometido. O que farei para fazer do mundo um mundo melhor, e de mim uma pessoa melhor. Como vou ganhar dinheiro daqui a 5 anos e como vou estar encarando a minha rotina. Colocarei um jaleco todas as manhãs, terei uma agenda organizada, repleta de pacientes. Ou pegarei de cima da escrivaninha o notebook e o Código Penal e seguirei para o escritório no centro da cidade, onde dezenas de processos me esperam em cima de uma mesa?

Não ta fácil pensar em tudo de novo, a diferença dessa vez é que existe um certo limite nas escolhas. Somente duas carreiras disputam o primeiro lugar, enquanto da última vez já existia uma em primeiro, inalcansável, e eu precisava descobrir quem levava o segundo.

Esse dias me disseram para ser escritora e, eu disse que não existia faculdade para isso. Realmente não existe, mas quem me derá viver de palavras. Quem me derá viver dos pensamentos insanos que me surgem e das letras que juntas formam essas palavras que nada dizem a ninguém, muitas vezes nem a mim mesmo. Mas palavras que me aliviam, que me deixam continuar sã, que me mantém vivendo cada dia de uma vez.

Obrigada por me ouvir.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ela de novo

Ela ira fazer tudo de novo. Ela vai deixar a emoção tomar conta da vida, e vai voltar a viver cada dia, como se ele fosse o mais especial, o mais curto e o mais desejável dia de toda a sua existência. Ela deixará seus sonhos permanecerem sonhos, vai sonhar mais ainda. Ela realizará todos os seus sonhos. Ela verá a vira através de lentes cor-de-rosa, e tudo será lindo e doce novamente. Só que novamente ela sabe que cairá, e que não terá ninguém para pegar-lhe as mãos, limpar suas lágrimas e dizer que tudo ficará bem. Ela cairá e levantará sozinha, assim como da última vez. Ela vai limpar suas lágrimas e joelhos sozinha. Vai dizer para si mesmo, em palavras murmuradas com a mais pura fé, que tudo ficará muito bem de novo e vai acabar prometendo para si que jamais cairá novamente, jamais sonhará de novo e que as lentes cor-de-rosa serão todas quebradas em pequeninhos pedaços, até que virem pó. Depois que a dor dos joelhos passar, que seus olhos secarem e ela ter se convencido de que tudo ficará bem...os óculos voltaram ao fundo da mais afastada gaveta, esperando pelo dia que serão usados de novo.

domingo, 4 de julho de 2010

Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade... Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz... Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais.


Martha Medeiros

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Apesar de tudo, sou brasileiro com muito orgulho

É triste ver a tua seleção perder. É complicado sofrer junto e quase ter um ataque cardíaco.
To chateadíssima assim como o Brasil inteiro no momento. Cabeça erguida, vamos trabalhar que daqui a 4 anos vai ser aqui. Torço agora pelo Uruguai e pela Argentina.

Dói o coração, dói a alma.

Parabéns Brasil, por tudo feito até esse jogo.