domingo, 14 de outubro de 2012

do avesso


Tão diferente, tão avesso, tão perfeito. Um frase fácil de entender, mais difícil de decorar. Quando parece que é feito para durar e quebra ao primeiro toque, como um vidro feito de açúcar. Doce que era. 
Do que adianta procurar respostas? Elas virão com o tempo.
Novamente para aprender. Quando você acha que tudo ficará perfeito, entrará nos eixos. O chão dá aquela sumida de debaixo dos seus pés.
Tudo tem o seu tempo. Tempestades passam, momentos bons passam. O que fica é o aprendizado e as lembranças. 
Na hora da raiva, um prato é atirado na parede. Depois do estouro, você olha ao redor e vê cacos por todos os lados. Como começar a recolhê-los? Porque pegar aquele prato? Porque jogá-lo na parede para descontar a raiva? Agora és tu quem terá de recolher os cacos, um a um e, cuidando para não cortar os dedos. 
Vontade louca de voltar no tempo, nem olhar para aquele prato. Não quero recolher cacos, de novo. Já bastam as cicatrizes que tenho nos dedos, cada uma conta a história de um caco recolhido e tenta me lembrar de não jogar pratos na parede em uma hora da raiva.
Tentarei me lembrar da próxima vez. Agora já vou ficar com vassoura e pá a postos, para o próximo prato que voar na parede.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

e agora?


Algumas coisas acontecem sem ter um porque visível aos olhos. Apenas acontecem. Diversas dessas lhe fazem um bem tão imenso, que limpam sua alma, dão uma polidinha no ego e uma inflada na esperança. Outras, servem para que coloques os pés no chão e se mantenha acordado para o mundo.
Mas só uma afirmativa é verdadeira: tudo passa! 
Os momentos bons, lindos e doces: esses passam. Os tempos de tempestades, choros e brigas, passam também.
E quando esses pensamentos me vem a mente, fico matutando os porquês da vida. Porque brigar? Porque sofrer? Porque, porque, porque? Já temos tanto para nos incomodar. Tantas coisas para fazer darem certo, é o dia que tem poucas horas, a faculdade para acabar, a barriga que cresceu um pouquinho, um probleminha na família, um gasto a mais para um salário a menos. Fora tudo o mais que atordoa a humanidade: a guerra no Oriente Médio, a fome, a desigualdade... quem nunca se pegou pensando nesses problemas "mundanos" e querendo resolvê-los todos? Atire a primeira pedra!
Tudo vai se resolver, eu esquentando a cabeça ou não. Claro que não vou conseguir ficar de bracinhos cruzados, esperando tudo se resolver. Quem seria eu se fizesse isso né!?
Mas minha gastrite já anda bastante ocupada com os compromissos do dia-a-dia. O resto, fica pra depois. Primeiro eu!

sábado, 29 de setembro de 2012

depende só de mim


Depende só de mim. Viver, trabalhar, estudar, relaxar. Depende só de mim, não sentir medo, frio ou calor. 
Depende de mim fazer diferente, começar de novo e fazer dar certo. Depende de mim, amar e me deixar ser amada. Depende de mim fechar as orelhas quando não quero escutar conselhos fúteis e inúteis.
É, depende só de mim a melhora da minha vida. 
Seria muito mais fácil culpar o outro, dizer que ele fez tudo e eu não fiz nada. Mas talvez o não fazer nada seja o motivo de tudo. 
Essa agonia que me corroê por dentro, tira meu sono e meu sorriso...Depende só de mim descobrir o porque disso para acabar com ela, antes que ela acabe comigo. 
Não vai acontecer de novo, não os mesmos erros, as mesmas dores. Quero cores e coisas novas. Quero a vida vidada em cada momento e fazer de cada momento um momento único. Quero depender só de mim, mas quero também amar alguém como se eu dependesse dele para continuar vivendo. Quero que alguém me ame da mesma for, mas dependa só de si para viver.
Quero que tudo caminhe depressa, que os trabalhos e compromissos terminem. Quero perto. 
Não quero a dor da perda, nem da desilusão. Não quero a dúvida minando os pensamentos, nem a angústia consumindo meu bom humor.
Ás vezes a perfeição trás um medo indiscutível, qualquer coisa pode dar errado a qualquer momento. Tudo pode acontecer. E quem já machucou um joelho, não quer machucar o outro. Nem sempre o que arde cura.